• Ricky Duraes

CIENTISTAS DE COIMBRA ESTUDAM FORMAS DE TRATAR O TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO

Uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) está a investigar novas abordagens terapêuticas para o tratamento do traumatismo cranioencefálico, uma lesão no tecido do cérebro que incapacita a função cerebral.


Foto: Diario de Saude

Uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra estão a estudar novas formas de tratar o traumatismo Crane encefálico. Um dos grandes problemas desse traumatismo é a falta de uma terapia eficaz e direcionada contra os seus efeitos negativos.

Este estudo em curso visa "encontrar novas respostas para combater os efeitos secundários deste traumatismo", bem como "prevenir as alterações causadas por um trauma, como mudanças comportamentais (perdas de memória, alterações de humor, dificuldades de aprendizagem e concentração) e cerebrais (nomeadamente, perda de massa branca e diminuição de volume)", referiu a UC numa nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A investigação pretende vir a identificar terapias mais eficazes, dado que "um dos grandes problemas do traumatismo cranioencefálico é a falta de uma terapia eficaz e direcionada contra os seus efeitos negativos", disse, citado na mesma nota, o investigador do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CIBB) da Universidade de Coimbra Ricardo Leitão.

A fim de encontrar novas terapêuticas, os cientistas vão usar modelos de culturas celulares para testar e avaliar a forma e os mecanismos usados pelos neutrófilos (células que integram o sistema imunológico, que têm um papel determinante na defesa do corpo contra focos inflamatórios e infecciosos) para migrarem da corrente sanguínea para o cérebro.

De acordo com o cientista, na Europa, este traumatismo conta anualmente com "2,5 milhões de novos casos e resulta em cerca 100.000 mortes por ano".

Esta investigação é financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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