• Ricky Duraes

Estradas de acesso e saída de Bissau patrulhadas por militares

As estradas de acesso a Bissau e de saída da capital guineense, bem como de entrada nas cidades e povoações do interior da Guiné-Bissau encontram-se sob vigilância militar.


Foto:TDPEL Media

As estradas de acesso a Bissau estão sob vigilância militar. Desde a saída de Bissau, a partir da zona do aeroporto Osvaldo Vieira, militares guineenses armados montaram postos de controlo onde exigem que todos os ocupantes de veículos desçam e apresentem documentos de identificação.


Um agente do Comando Norte da Guarda Nacional no posto de controlo de São Vicente disse à agência Lusa que a mesma operação ocorre em todas as vias de acesso do país, após homens armados terem atacado o Palácio do Governo, onde se encontrava o Presidente da República e membros do Governo, em 01 de fevereiro quando homens armados atacaram o Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros e de que resultaram oito mortos. A mesma fonte precisou que têm ordens para revistar os veículos, analisar os documentos à procura de pessoas envolvidas na tentativa de golpe de Estado.


As forças armadas suspeitam que alguns dos militares e polícias envolvidos nos ataques ao Palácio do Governo guineense poderão estar a tentar fugir em direção às florestas de Casamansa, no Senegal, precisou a mesma fonte.


O Presidente considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado que poderá também estar ligada a "gente relacionada com o tráfico de droga".


O porta-voz do Governo adiantou no sábado, em conferência de imprensa, que o ataque foi feito por militares, paramilitares e que estarão envolvidos elementos dos rebeldes de Casamansa, bem como várias personalidades, que não especificou.


O Estado-Maior General das Forças Armadas guineense iniciou, entretanto, uma operação para recolha de mais indícios sobre o ataque, que foi condenado pela comunidade internacional.


A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, com cerca de dois terços dos 1,8 milhões de habitantes a viverem com menos de um dólar por dia, segundo a ONU.


Desde a declaração unilateral da sua independência de Portugal, em 1973, sofreu quatro golpes de Estado e várias outras tentativas que afetaram o desenvolvimento do país.

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