• Ricky Duraes

Força Aérea dos EUA condenada por não registar cadastro de atacante

Um juiz federal norte-americano condenou a Força Aérea ao pagamento de 230 milhões de dólares aos sobreviventes e familiares das vítimas de um ataque no Texas em 2017 por não ter fornecido dados sobre antecedentes criminais do atacante.


Foto: Jornal de Noticias

A Força Aérea foi condenada ao pagamento de 230 milhões de dólares aos sobreviventes e familiares das vítimas de um ataque no Texas em 2017


O ex-militar da Força Aérea dos Estados Unidos responsável pelo atentado que matou 26 pessoas tinha sido condenado duas vezes por violência doméstica, mas o registo criminal não constava da base de dados dos vendedores de armamento sendo que a condenação o impedia de adquirir armas de fogo.


Em novembro de 2017, Devin Patrick Kelley matou a tiro 26 pessoas e feriu outras 22 que se encontravam numa igreja de Sutherland Springs, no Estado do Texas.


Kelley, um homem com cadastro, antecedentes de violência doméstica e problemas mentais matou-se com uma arma de fogo durante o ataque.


Os familiares das vítimas e sobreviventes processaram o governo dos Estados Unidos alegando que as autoridades poderiam ter impedido o atirador de comprar armas de fogo de forma legal.


"O tribunal concluiu que o governo demonstrou falta de prudência quando se tratou de submeter os antecedentes criminais de Kelley ao FBI", refere a sentença.


Nos Estados Unidos, as pessoas com cadastro, geralmente, não são autorizadas a possuir armas de fogo e os vendedores têm por obrigação consultar os dados referentes aos antecedentes criminais antes da venda do armamento.


As leis referentes à posse e compra de armas de fogo no Texas são as mais permissivas dos Estados Unidos.

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