• Ricky Duraes

Kremlin quer "compromisso" DE Ucrânia desmilitarizada, mas Kiev rejeita

Parte das novas exigências russas incluem uma Ucrânia desmilitarizada. Os russos tentam usar os exemplos da Áustria e da Suécia, mas a Ucrânia rejeitou a sugestão.


Uma Ucrânia desmilitarizada como a Áustria ou a Suécia poderia ser visto como um "compromisso" nas negociações entre Moscovo e Kyiv. As afirmações foram feitas pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, esta quarta-feira, acrescentando que esse status neutro permitiria ao país manter as suas forças armadas.


"É uma variável que está a ser discutida e que pode realmente ser vista como um compromisso", referiu Peskov, à agência RIA, citada pela Reuters.


No entanto, segundo a AFP, a Ucrânia rejeitou a proposta de neutralidade, referindo que as negociações com Moscovo para o cessar-fogos devem focar-se em "garantias de segurança".


A quarta ronda de negociações - que já foi interrompida por duas vezes- continua hoje. A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou pelo menos 691 civis e feriu mais de 1.140, incluindo algumas dezenas de crianças, além de provocar a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, três milhões das quais para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

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